Loading...

© Beniamin Boar

© Beniamin Boar

© Beniamin Boar

© Beniamin Boar

ESTREIA NACIONAL
Radouan Mriziga [MA]
7
Nos últimos anos, Radouan Mriziga tem desenvolvido uma obra coerente e rica. Em espetáculos como 55 (Alkantara Festival 2016) e 3600, Mriziga investiga a relação entre dança, o ato de construir e as origens da arquitetura e da escultura. Um corpo em movimento, como unidade de medida, que opera na expressão de desenhos e construções arquitetónicas. Na sua pesquisa por um corpo-performer que executa tarefas simples, Mriziga procura matéria coreográfica na arquitetura moderna e nos princípios do design em que a forma sugere a função, bem como em expressões artísticas de culturas islâmicas onde encontra um sentido de precisão matemática, harmonia estética e simbolismo, sendo o artesão, criador de padrões geométricos, um artista, engenheiro, filósofo, designer e intérprete da proporção de ouro.

Em 7, Mriziga acrescenta uma camada de mistério e imaginação ao evocar as Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Estas proezas da arquitetura e da imaginação, de que só resta a Grande Pirâmide de Gizé, marcam a vitória da humanidade sobre os seus limites físicos e as leis da natureza. Cada época tem as suas maravilhas ideias impossíveis que ainda assim são construídas, sempre maiores e mais impressionantes do que o que existia antes. Mas, como é maravilhoso o pequeno corpo humano que imagina e realiza estas grandezas e infinitamente mais misterioso e belo do que os gigantes de que se faz rodear. Em 7, Mriziga coloca as duas escalas lado a lado a do mundo construído, feito para impressionar, e a da derradeira maravilha do mundo: o corpo humano.

Não perca a conversa com Radouan Mriziga e Thomas Walgrave, no dia 26 de maio, às 18h (Ponto de Encontro/Espaço Alkantara).


Comprar Bilhetes

25–26 maio


sexta e sábado → 21h

Espaço de apresentação
São Luiz Teatro Municipal
Sala Luís Miguel Cintra

Duração
85 min

Preço 
5€ a 12€

Classificação etária
M/12


Partilhar

Bio&nsbp;
O coreógrafo e bailarino Radouan Mriziga (Marrocos, 1985) estudou dança em Marraquexe e Tunes. Desde o início da sua carreira, teve como mentores Jacques Garros e Jean Mass. Em 2012, formou-se na P.A.R.T.S., a escola de dança de Anne Teresa De Keersmaeker, em Bruxelas. Logo a seguir, colaborou em diversas produções, como o espetáculo Half Elf Zomeravond, que Bart Meuleman criou na Toneelhuis. É um dos intérpretes de Re:Zeituing, um projeto da P.A.R.T.S. Foundation e da De Munt, em que uma nova geração de bailarinos profissionais retrabalha o repertório de De Keersmaeker. Dançou também no espetáculos Primitive de Claire Croizé, People in a Field de Simon Tanguy e Becoming de Younes Khoukhou. Rapidamente se concentrou no seu próprio trabalho, e em 2013 iniciou a pesquisa como artista em residência no Moussem Nomadic Art Centre. Aí trabalhou no seu primeiro solo, 55. Seguiu-se uma obra coletiva intitulada 3600 e, em 2017, criou 7, a terceira parte da trilogia. Nesta trilogia, Mriziga explora a relação entre coreografia, construção, artes islâmicas, artesanato e arquitetura. Retrata o ser humano como um exercício de equilíbrio entre o intelecto, o corpo e o espírito.
Créditos&nsbp;
Conceito e coreografia Radouan Mriziga
Criação e interpretação Radouan Mriziga, Maïté Jeannolin, Zoltán Vakulya, Bruno Freire, Eleni-Ellada Damianou, Lana Schneider, Suhad Najm Abdullah
Em colaboração com a artista visual Lana Schneider
Músico Suhad Najm Abdullah
Figurinos Annabelle Locks
Aconselhamento dramatúrgico Esther Severi
Aconselhamento artístico Alina Bilokon
Assistência Sara Chéu
Agradecimentos Jozef Wouters
Produção Moussem Nomadic Arts Center
Difusão Something Great
Coprodução Kaaitheater, Kunstenfestivaldesarts, Sharjah Art Foundation, C-Mine cultuurcentrum Genk, Vooruit, Pact Zollverein

Com o apoio de DNA/Programa
Europa Criativa da União Europeia
 Espectáculo anterior   Próximo espectáculo