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© Gabriel Orlando

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ESTREIA
Cláudia Dias [PT]
Quarta-Feira: O tempo das cerejas
Quarta-Feira é o terceiro episódio do ciclo Sete Anos Sete Peças. Depois de enfrentar Pablo Fidalgo Lareo em Segunda-Feira: Atenção à Direita! (estreado no Alkantara Festival em 2016) e de Luca Belezze em Terça-Feira: Tudo o que é sólido dissolve-se no ar (2017), Cláudia Dias partilha agora o palco com Igor Gandra, diretor artístico do Teatro de Ferro.

O cenário é um enorme buraco no meio de placas de gesso laminado, como se uma bola de ferro gigante tivesse caído ali. Ao construir o espaço cénico com o mesmo material usado em milhares de casas portuguesas, para se começar a desconstruir, Cláudia Dias e Igor Gandra fazem uma ligação direta a tudo o que é varrido para baixo do tapete ocidental. Apesar de os bombardeamentos aéreos por parte de forças militares europeias serem hoje em dia facilmente visionáveis na internet ou na TV, a ligação entre os nossos lares e as crateras abertas por mísseis noutro lado do mundo, não é tão visível assim. Este buraco negro alude a essa relação causal por esclarecer. Não se trata apenas de mostrar a responsabilidade das sociais-democracias europeias nos massacres que estão a ocorrer agora no resto do mundo. O olho negro no meio do chão é uma imagem de sinal negativo que nos revela o que está por fazer.
Jorge Louraço Figueira

Não perca o lançamento dos livros de Claúdia Dias e António Jorge Gonçalves Sete Anos Sete Livros a 8 de junho, às 18h (Teatro Nacional D. Maria II).

Mais informação sobre o projeto em: seteanossetepecas.com


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7–9 junho


quinta e sábado → 19h
sexta → 21h30

Espaço de apresentação
Maria Matos Teatro Municipal

Duração
aprox. 70 min

Preço
6€ a 12€

Classificação etária
M/14

Info
Em português, legendado em inglês


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Bio&nsbp;
Cláudia Dias nasceu em Lisboa, em 1972. É coreógrafa, performer e professora. Concluiu o Mestrado em Artes Cénicas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa e formou-se em dança na Academia Almadense. Continuou os seus estudos como bolseira na Companhia de Dança de Lisboa e concluiu o Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea, promovido pelo Fórum Dança.

Iniciou o seu trabalho como intérprete no Grupo de Dança de Almada. Integrou o coletivo Ninho de Víboras. Colaborou com a Re.Al tendo sido uma intérprete central na estratégia de criação de João Fiadeiro e no desenvolvimento, sistematização e transmissão da Técnica de Composição em Tempo Real. Criou as peças One Woman Show, Visita Guiada, Das coisas nascem coisas, Vontade De Ter Vontade e Nem tudo o que dizemos tem de ser feito nem tudo o que fazemos tem de ser dito. 

Actualmente desenvolve o projecto Sete Anos Sete Peças, um projecto de longa duração que pretende contrariar a ideia de um futuro precário ou ausente. No quadro deste projecto estreou em 2016 a peça Segunda-Feira: Atenção à Direita. Desenvolveu o projeto pedagógico Nesta Parte Esquinada da Península com os parceiros Azala, Muelle 3, La Fundición e o Festival BAD.

Lecciona, desde 2007, de forma regular, oficinas nas áreas da Composição Coreográfica e da Técnica de Composição em Tempo Real. O seu trabalho como coreógrafa, performer e professora tem sido acolhido por várias estruturas, teatros e festivais nacionais e internacionais.

www.seteanossetepecas.com
Créditos&nsbp;
Direção artística Cláudia Dias
Artista convidado Igor Gandra
Texto, interpretação, cenário e marionetas Cláudia Dias e Igor Gandra
Realização plástica Eduardo Mendes
Oficina de construção Igor Gandra, Cláudia Dias, Karas, Eduardo Mendes, Daniela Gomes e Nádia Soares
Desenho de luz e Direção técnica Nuno Borda de Água
Acompanhamento crítico Jorge Louraço Figueira
Assistência dramatúrgica e técnica Karas Apoio Teatro de Ferro
Residências artísticas O Espaço do Tempo (artista associada), TMP/Teatro Campo Alegre, Teatro de Ferro, Companhia de Dança de Almada, Centro de Experimentação Artística do Vale da Amoreira
Coprodução Teatro Maria Matos, Teatro Municipal do Porto, Centro Cultural Vila Flor Produção Alkantara

O Projeto Sete Anos Sete Peças tem o apoio da Câmara Municipal de Almada
Alkantara é uma estrutura financiada por República Portuguesa Cultura | DGArtes - Direção-Geral das Artes
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