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© Gil Grossi

© Caroline Moraes

ESTREIA NACIONAL
Wagner Schwartz [BR]
Transobjeto
Um homem-cartaz entra em cena, fica nu, transforma-se em animal, artista e modelo, canta, bebe, dança e fuma um cigarro. Se esta história fosse um poema, seria modernista; se fosse um espetáculo, seria ativista; se fosse música, seria tropicalista; e se a história fosse verdade, o homem estaria à solta pelas ruas do Brasil.

Em 2004, o coreógrafo Wagner Schwartz criou Wagner Ribot PinaMiranda Xavier Le Schwartz Transobjeto, o espetáculo que remontaria como Transobjeto dez anos depois. Viajando através de numerosas referências do movimento tropicalista dos anos 70, investiga, de modo explícito mas delicado, a forma como as afirmações libertadoras do Tropicalismo continuam a ser relevantes à luz dos atuais acontecimentos no Brasil - ou, aliás, no mundo. Wagner especula as inúmeras possibilidades que a partícula "trans" pode gerar em combinação com diferentes objetos, sugerindo a transformação, a transexualidade, a transgressão, a transmídia, a transdisciplinaridade, o transbordamento, a transposição, o transpassar e etc., ao fazer uso de referências tão claras e tão inteligentemente combinadas entre si. Embora haja humor em um trabalho que retoma um movimento de ruptura como foi o Tropicalismo, o contexto tenebroso de repressão vinculado ao Golpe Militar de 1964 da história do Brasil está inevitavelmente atrelado ao enredo e, nesse sentido, Transobjeto, de Schwartz, consolida-se como uma obra completamente atual, pois assistimos hoje a um enorme retrocesso no cenário político brasileiro que acaba por nos direcionar a essa época em que a metáfora era estratégia quase obrigatória para as(os) artistas driblarem a censura.
Tales Frey em www.performatus.net

Apresentado em sessão tripla com Infini #5 e Radio No Frequency.


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2–3 junho


sábado e domingo → 21h

Espaço de apresentação
São Luiz Teatro Municipal
Sala Mário Viegas

Duração
40 min

Preço
5€ a 15€

Classificação etária
M/14

Info
Apresentado em sessão tripla com Infini #5 e Radio No Frequency.


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Bio&nsbp;
Depois da sua formação em letras, Wagner Schwartz (Rio de Janeiro, 1972) participa de grupos de pesquisa e experimentação coreográfica na América do Sul e na Europa. A partir de 2002, elabora projetos sob a forma de solos que problematizam a figura do estrangeiro entre línguas, culturas, cidades e instituições.

Desenvolve, igualmente, colaborações com criadores como Rachid Ouramdane, Sheila Ribeiro, Yves-Noël Genod, Pierre Droulers, Judith Cahen & Masayasu Eguchi.
Curador da 10ª Bienal Sesc de Dança, 2017; colaborador internacional do Festival Contemporâneo de Dança, em São Paulo; artista residente do Festival de Curitiba em 2016, 2017 e 2018, vive em São Paulo e Paris.
Créditos&nsbp;
Conceção e interpretação Wagner Schwartz
Direção técnica e desenho de luz Alexandre Molina (2004), Diego Gonçalves (2014) Adereços Caroliny Pereira, Fauster Martins, Ciro Schu Remontagem em 2014 com Ana Teixeira e Cláudia Müller
Produção Gabriela Gonçalves/Núcleo Corpo Rastreado
Financiamento Rumos Itaú Cultural Dança 2003/2004 (São Paulo/SP) e Palco de Arte (Uberlândia/MG), Funarte - Prémio de Dança Klauss Vianna (2013)
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