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© Hasnae El Ouarga

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ESTREIA NACIONAL
Bouchra Ouizguen [MA]
Corbeaux
Uma horda de mulheres vestidas de preto inicia movimentos rítmicos e gritos estridentes cadenciados que fazem desaparecer qualquer noção de tempo e de espaço. As figuras em movimento, carregadas com o peso das memórias dos rituais Issawa e Hmadcha de Marraquexe, evocam simultaneamente as longas noites de transe e um tempo em que a loucura tinha o seu lugar na sociedade, tal como descreve a literatura persa dos séculos IX e XII. A experiência é intensa e ao mesmo tempo universal e íntima, ligando intérpretes e público à ideia de origens. Da perspetiva da coreógrafa Bouchra Ouizguen, Corbeaux não se trata tanto de um espetáculo mas de "uma escultura sonora, bruta e urgente, que ressoa infinitamente". A sensação que provoca no público, de ter estado numa longa viagem, perdura para lá do fim do espetáculo.

Desde que a peça foi encomendada pela Bienal de Marraquexe de 2014 e apresentada em frente à estação de comboios da cidade, o bando de Corbeaux tem pousado em lugares muito diferentes, desde instituições artísticas (a Tate Modern, em Londres, ou o Louvre, em Paris) a espaços públicos em Nova Iorque, São Paulo ou Beirute. Seis anos depois de apresentar o magnético Madame Plaza no Alkantara Festival em 2012, Bouchra Ouizguen abre esta edição do festival com uma versão de Corbeaux que inclui participantes locais e é apresentada no Castelo de São Jorge, lugar histórico e socialmente complexo.


23–25 maio


quarta e sexta → 20h
quinta → 17h e 20h

Espaço de apresentação
Castelo de São Jorge

Duração
aprox. 40 min

Preço
Entrada livre (mediante apresentação de entrada no Castelo de São Jorge)

Classificação etária
M/6


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Bio&nsbp;
Bouchra Ouizguen é uma bailarina e coreógrafa marroquina nascida em 1980, em Uarzazate. Atualmente, vive e trabalha em Marraquexe, onde se tem dedicado desde 1998 a desenvolver o panorama de dança local. Autodidata e bailarina de danças orientais desde os 16 anos, criou as suas primeiras peças experimentais, como Ana Ounta ou Mort et moi, inspiradas no seu interesse pelo cinema, literatura e música. Cofundou a Associação Anania em 2002, e trabalhou com Mathilde Monnier, Bernardo Montet, Boris Charmatz e Alain Buffard antes de fundar a sua própria companhia, O. A preocupação com a sociedade, as artes visuais e as artes populares no seu país alimentam os seus projetos. Do seu trabalho com o som, a performance e o vídeo emergem formas múltiplas. Em 2010, recebeu o prémio Novo Talento Coreográfico da Sociedade Francesa de Autores e Compositores Dramáticos (SACD) e o prémio especial do Júri do Sindicato da Crítica de Teatro, Música e Dança pelo seu libertador Madame Plaza, em que partilhou o palco com três artistas da tradição de cabaré Aita de canto e dança. Em 2011, cocriou a performance a solo Voyage Cola com o coreógrafo Alain Buffard, no quadro dos "Sujets à Vif" do Festival d'Avignon. Em 2012, criou HA! para o Festival Monpellier Danse e apresentou-o no Centre Georges Pompidou, em Paris. Esta peça inspirou a performance Corbeaux, apresentada pela primeira vez na Bienal de Marraquexe em 2014. Em 2015, apresentou Ottof no Festival Monpellier Danse e no Festival d'Automne. Em 2017, criou Jerada para os bailarinos da Carte Blanche, a Companhia Nacional Norueguesa de Dança Contemporânea.
Créditos&nsbp;
Direção artística Bouchra Ouizguen
Interpretação Kabboura Aït Ben Hmad, Fatima El Hanna, Halima Sahmoud, Fatna Ibn El Khatyb, Khadija Amrhar, Zahra Bensllam, Malika Soukri, Hasnae El Ouarga, Milouda El Maataoui e participantes locais
Digressão e administração Mylène Gaillon
Produção Compagnie O
Coprodução Services de Coopération et d'Action Culturelle de l'Ambassade de France à Rabat
Apoio Institut Français de Marrakesh
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