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vera
mantero & guests
até que deus é destruído
pelo extremo exercício da beleza
teatro meridional | duração
1h20 | bilhetes 10 € / 5 €
domingo _ 1 junho 17h | segunda _ 2 junho 19h
em inglês sem
legendas
Um trabalho leve e obstinado, Vera
Mantero e cinco performers exploram uma só proposta quase
completamente em torno da linguagem, ou antes, do discurso,
mas também do resmungar, murmurar, rosnar, miar, zumbir,
gaguejar e cantar. Gestos e dança emergem onde o corpo
se transforma em ouvido ou numa caixa de ressonância. A
peça abraça com alegria teatral um (im)provável futuro
corpo social e não se esquiva ao literal e ao kitsch. A
linguagem como possibilidade de dizer “nós” e assim afirmar
ou denunciar a diferença real no mundo em que vivemos –
ao nível político, este trabalho lembra-me a obra de Jean-Luc
Nancy. Desde que colaboração e criação são processos sociais
em si mesmos, O Extremo Exercício viajou muito entre a
estreia em Brest e as perfomances em Bruxelas: de uma versão
restrita que afirma o grupo como máquina coreográfica que
nos é estranha, até uma versão desprendida e sumarenta
cujo ponto de partida é a liberdade que o performer tem
no diálogo com o público, como mais um corpo social. No
entanto, oscilando sempre potencialmente entre estes dois
extremos, dando voz às energias persistentes e às imaginações
de um vasto espectro.
Jeroen Peeters
direcção artística vera
mantero | interpretação e co-criação brynjar
bandlien, loup abramovici, marcela levi, pascal quéneau, antonija
livingstone (now performed by andrea stotter) e vera
mantero | concepção do espaço e figurinos nadia
lauro | música ao vivo e técnico de som boris
hauf | desenho de luz jean-michel
le lez | colaboração dramatúrgica bojana
bauer | produção executiva o
rumo do fumo | co-produção centre
chorégraphique national de tours, centre pompidou - les
spectacles vivants | festival d'automne (paris), culturgest
(lisboa), le quartz/scéne nationale de brest, o espaço
do tempo (montemor-o-novo) | apoio fundação calouste
gulbenkian
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