stefan kaegi & lola arias
chácara paraíso

palácio santa catarina (org. culturgest) | duração 1h30 | bilhetes 10 / 5  
sexta _ 23 maio | sábado _ 24 maio |
domingo _ 25 maio | segunda _ 26 maio
entradas às 19h, 19h30, 20h, 21h e 21h30


Porque é que alguém decide ser polícia? Para defender a democracia, porque gosta do perigo, porque não consegue outro trabalho, por idealismo, porque quer andar com um revólver na cintura?
Chácara Paraíso é o local onde se encontra o maior centro de formação de soldados da Polícia Militar da América Latina, no bairro de Pirituba, São Paulo. Nesse local, todos os dias, mais de 2000 polícias aprendem marchas, abordagens e ataques. 
No Chácara Paraíso os jovens de 18 anos treinam para a realidade a partir de simulações que são formas de teatro. Existe até uma favela cenográfica onde os polícias disparam contra alvos de papelão pintados como pessoas: homem de barba com pistola (atirar!), fotógrafo com câmara (não atirar!), mulher bonita com revólver (atirar!), homem com refém (não atirar!). Os polícias enfrentam bonecos de papelão. A ficção converte-se numa forma de treino.
A convite do Goethe-Institut São Paulo os encenadores Lola Arias e Stefan Kaegi (autor de Mnemopark, um mundo de comboio em miniatura, na Culturgest em 2007), visitaram centros de formação e treino, cerimónias de formatura, centros de atendimento psicológico, cavalarias, o Corpo Musical e até a capela da Polícia Militar de São Paulo. Durante este percurso, surgiu uma imagem heterogénea e surpreendente da instituição policial, uma sociedade dentro da sociedade.
Chácara Paraíso é uma forma de instalação que mescla o documental e a ficção, mostrando biografias de polícias, ex-polícias e familiares.
Os intérpretes/ polícias são os guias do museu da sua própria vida. O público percorre as salas em pequenos grupos.

conceito e encenação lola arias, stefan kaegi | com isabel cristina amaro, thiago de paula santos alves, marcel lima, pedro amorim, sebastião teixeira dos santos, terezinha teixeira dos santos, ellana gomes viana pires, luis carlos tokunaga, cleber rodrigues campos | colaboração artística e assistência de encenação cristiane zuan esteves | segunda assistente de encenação manuela afonso | edição vídeo marilla halla | produção interior produções artísticas internacionais / matthias pees, ricardo muniz fernandes | realização goethe institut são paulo em parceria com sesc são paulo | apoio fundação federal de cultura da alemanha (kulturstiftung des bundes), ministério da cultura do brasil

 
     
   

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