encontros  
     
 

after midnight @ ponto de encontro
aberto durante todo o festival - excepto 22 maio e 7 junho
Em Portugal, a interacção entre a dança e a música é rica e tem dado azo a vários projectos musicais extraordinários. O programa after midnight é palco para uma série de artistas incontornáveis que trabalham regularmente nas duas áreas. Concertos memoráveis a (re)descobrir.
Intercaladas com noites de música, há conversas com os artistas do festival sobre o seu trabalho e sobre temas tão diversos como arte e política, teatro e comunidade, fazer teatro em Portugal, dança e música,...
Todos os dias à meia noite, alkantara apresenta no ponto de encontro (atenção: nos dias 22 de Maio e 7 de Junho no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz) concertos, conversas e vídeos. Os concertos são protagonizados por criadores que se movimentam habitualmente entre o teatro, a dança e a música. Nas conversas os artistas do festival discutem temas da actualidade cultural. O programa vídeo apresenta três projectos (co)produzidos por alkantara: os “Encontros”, “Nu Kre Bai na Bu Onda” e “Move Out Loud”.

 
     
 

 

23 sexta | talking heads (conversas)
memories can't wait (3'30'') - about theatre and community | lemi ponifasio, filipa francisco, berlin
Desenvolvido inicialmente nos anos 60 com o objectivo de dar voz a comunidades mal representadas ou oprimidas, o teatro comunitário foi esvaziado do seu potencial político para ser integrado nas políticas culturais das democracias ocidentais, tornando-se na maioria dos casos didáctico e inofensivo. A actual reinvenção da arte comunitária volta a carregá-la com um potencial de resistência, acompanhando de perto as tentativas de redefinição do conceito da ‘comunidade’ por pensadores progressistas.

 

24 sábado | concerto
maduna "the atira-te da ponte show"
FPassados 15 anos desde o início do alkantara festival, a grande estrela internacional Madunna aceita finalmente participar neste Festival de referência com um espectáculo colectivo intitulado "The atira-te da ponte Show". Para este show a impressionante estrela multidisciplinar convidou Tânia Carvalho, Gonçalo Ferreira de Almeida e Miguel Bonneville para um show suicida, uma queda no abismo, uma viagem ao buraco negro onde tudo pode acontecer.
participantes madunna, tânia carvalho, gonçalo ferreira de almeida, miguel bonneville | make up jorge bragada

 

25 domingo | video
luciana fina, "the encounter" portugal 2004, 60', betacam sp
Desde 1998 alkantara organiza anualmente um Encontro Internacional. O formato é flexível e os contextos alteram-se, mas a ideia central permanece: criar um espaço livre de encontro, reflexão e pesquisa com artistas e teóricos vindos de todo o mundo. Lisboa, Agosto 2003, 7° Encontro Internacional - um mês de laboratórios e seminários sobre interculturalismo com o antropólogo André Lepecki e cinquenta e quatro artistas convidados. O vídeo será apresentado por Luciana Fina.
câmara e realização luciana fina | montagem marcelo felix, luciana fina | som luciana fina

 

26 segunda | talking heads (conversas)
don't worry about the government (3'00'') - about theatre and politics | faustin linyekula, nacera belaza, teatro prag
Quarenta anos depois do Maio de 68 o teatro político está de volta. Mesmo assim, parece que qualquer comparação com os teatros revolucionários dos anos 60 e 70 acaba logo ali. Desta vez, o impulso vem claramente de fora da Europa, sendo a globalização e as suas consequências uma fonte inesgotável de indignação. Em vez de Brecht, Artaud ou AgitProp, são os formatos formais dos anos 80 e 90 que servem de inspiração. Será que a arte pode salvar o mundo?

 

27 terça | concerto
nuno rebelo "performing the space"
Performing the Space foi criado em Dezembro de 2007 no espaço alkantara no contexto do projecto Será o que fizermos. A utilização do próprio espaço e de objectos que nele se encontram vem no seguimento do trabalho desenvolvido com Mark Tompkins. A utilização do vídeo como instrumento musical representa uma nova etapa, proporcionando um contraste tecnológico relativamente à crueza dos objectos acústicos. No centro de tudo está o espaço e as propriedades sónicas de tudo o que nos rodeia.

 

28 quarta | talking heads (conversas)
a new feeling (3'09'') - about the performing arts in Portugal | tiago rodrigues, patrícia portela
O que mais surpreende os observadores culturais internacionais quando informados sobre as artes performativas em Portugal é que todas as organizações e companhias portuguesas que operam a nível internacional, continuam a ser marginais no próprio país. Enquanto noutros países os inovadores dos anos 80 e 90 passaram a ocupar o centro, Tiago Rodrigues, Vera Mantero, Teatro Praga, Patrícia Portela, João Fiadeiro, Rui Horta, Filipa Francisco, Miguel Pereira, Fórum Dança, Alkantara Festival – para nomear apenas alguns - continuam há 15 anos (ou mais) na margem. Num país onde se apregoa a inovação, a política cultural continua atrozmente conservadora e ineficaz. Para quando a passagem das gerações? Será tarde demais?

 

29 quinta | concerto
jazz trio
Um projecto a três onde se cruzam duas gerações de músicos de jazz. Tocam standards mas também versões originais de grandes clássicos do rock, da música pop e do cinema, desde os Beatles a Burt Bacharah.
voz maria joão matos | guitarra eléctrica sérgio pelágio | contrabaixo nuno correia

 

30 sexta | talking heads (conversas)
listening wind (4'42'') - about words and movement | cláudia dias, benjamin verdonck, fumyo ikeda
Tornou-se um cliché, dizer que as artes se tornaram multidisciplinares. Contudo, mesmo os artistas que facilmente se movimentam entre o teatro e a dança, continuam a sentir-se encenadores ou coreógrafos. Há necessidade? Qual a diferença entre um actor físico e uma bailarina dramática? A palavra e o movimento têm os seus espaços próprios? Dispensamos a distinção entre teatro e dança ou será que ainda faz sentido?

 

31 sábado | concerto
margarida mestre & joão lima "sarará"
Recital para voz, guitarra portuguesa e projecção vídeo. Universo sonoro para onde confluem voz e texto falando de amor, ausência e memória. A guitarra portuguesa nos seus variados registos e momentâneas fugas culturais. Imagens de uma espécie de corpo/carne para onde tudo pode convergir… “Porque assim o leitor poderia imaginar um quadro perfeito…mas não…”
re-montagem de texto*, concepção, interpretação margarida mestre | música original, guitarra portuguesa joão lima | realização vídeo helena s. inverno | som ricardo figueiredo
* a partir de textos de jorge reis sá

 

 1  domingo | video
joão pinto "íman"
O vídeo documentário “Íman” segue o percurso do grupo de dança feminino da Cova da Moura Wonderfull´s Kova M no desafio lançado por Filipa Francisco em criar um objecto de dança contemporânea, com raízes africanas e urbanas. Este vídeo teve como ideia inicial servir de complemento à dança e é projectado após o espectáculo. A seguir, há conversa com João Pinto, Filipa Francisco e membros do grupo Wonderfull´s Kova M.
realização, imagem, montagem joão pinto/ PTV | assistentes de imagem (restart) sabina barros, joão paulo duarte, pedro coimbra | banda sonora nigga poison, antóniopedro | direcção artística e concepção filipa francisco | co-criação margarida mestre | co-criação e interpretação rosy timas, bibiana figueiredo e wonderfull's kova m  (dina, telma, whassysa, filipa, elisa, neide)

 

 2  segunda | talking heads (conversas)
unison (4'49'') - about dance and music | jonathan burrows, matteo fargion, thomas hauert
Porque é que a relação entre a dança e a música continua a fascinar? Quando parece que tudo já foi feito e que as experiências com som e movimento foram definitivamente arrumadas para a história da dança pós-moderna, coreógrafos e músicos voltam a surpreender com obras que são ‘simplesmente’ sobre dança e música.

 

 3  terça | concerto
mikado lab
Esta banda atenta e esperta de Lisboa conecta o rock, o jazz e a música electrónica num grande movimento, mas com uma dose suficiente de moderação e prazer efervescente para não se perder. (…) Alguns dos temas de “baligo”, o primeiro disco da banda, podiam ser reaproveitados para o repertório de uma banda de jazz acústico, mas em vez disso, têm arranjos simples, crus e eficazes.”    Ben Ratcliff, New York Times, 17 Fev 2008
bateria, electrónica marco franco | guitarra eléctrica andré matos | teclados, electrónica ana araújo | baixo pedro gonçalves

 

 4  quarta | talking heads (conversas)
stay hungry (2'39'') - about richness of spirit | vera mantero, william yang
Dizem os pensadores da biopolítica que a sofisticação da nossa sociedade de consumo é tal, que os indivíduos interiorizaram a sua própria opressão. Se produzir e consumir estão intimamente interligados, formando a base da nossa prosperidade, nada é mais importante do que formatar o indivíduo enquanto produtor/consumidor. Instalou-se a sensação de que a nossa liberdade coincide com o nosso poder de compra. Será que a arte é o último subterfúgio da riqueza de espírito?

 

 5  quinta | concerto
txikiss
Um concerto com várias influencias e sonoridades contagiantes, embarcando numa viagem do Índico Austral ao Atlântico Latino, dos cânticos negros das plantações ao folk dos gélidos mares do norte. Cantos, danças e instrumentos dos quatro cantos do mundo, do violão à Mbira, do violoncelo à percussão, da flauta tamborileiro à concertina...
voz, violão e percussão antónio tavares | voz, bateria e percussão bruno cintra | saxofone, concertina e flauta gil nave | voz, m’bira e percussão héder tsé tsé | violoncelo e violão hugo fernandes

 

 6  sexta| talking heads (conversas)
the overload (6'00'') - about stretching the limits | pavol liska, clara andermatt, michel schweizer
Clara Andermatt pega no espectáculo de rua e nas festas populares, Pavol Liska reinventa técnicos das telenovelas e Michel Schweizer baseia toda a construção da sua peça BLEIB num diálogo entre um filósofo e um psicanalista. Esticar os limites do teatro pode obviamente ser muito mais do que a banal inserção de uma coreografia ou de uma projecção vídeo…